
Estou numa fase onde por vezes nem a minha voz consigo ouvir, revivo o meu passado em imagens, porque sinto falta de muita coisa dessa altura, também odeio os meus erros...aquilo que fiz e não fiz e que deveria e não deveria ter feito. Blá, blá, blá, blá… É possível renascer de novo? Posso morrer no mar e voltar a terra melhor do que de melhor me lembro de mim? Continuar a ter as pessoas que eu amo por perto é uma condição inegociável, só assim aceito, e tenho e têm de me sentir não como ar mas como matéria. Não quero ser um ser vento invisível, fantasmas das portas que fecham...Quero ser eu, unicamente eu, subtraído ao que me serve de mais, que pare dentro de mim e fora de mim, e que surja um ser acrescentado, e o resto de mim, aquele eu que não me serve, esses resíduos viscerais que lançarei ao fogo. Não me interessa quem eu sou, nunca dispus um momento da minha vida com essa dúvida...interessa-me sim, tudo aquilo que quero ser... E nesse momento, dessa minha morte escolhida, que não será partilhada por ninguém, não haverá nem coroas, nem velório, acontecerá invisível, um segredo só meu...surgirei com a mesma face, o mesmo corpo, a mesma idade, mas o novo homem...
Sem comentários:
Enviar um comentário